um olhar sobreposto a todos os outros

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

recaídas

Tenho frio e um calor que me incomoda. É irónico!

Estou há algum tempo na paragem do autocarro sem qualquer intenção de ingressar seja em que viagem for, até porque acabo de perder o rumo. E apetece-me agora caminhar em todas as direcções. Companhia não me falta. Nunca falta. Acabo de confirmar que há coisas que não se apagam por mais que o tempo passe e outras sobreponham as anteriores. Eu escrevo, sobre aquilo que fora interiormente rasgado, ela rasga o que nunca teve oportunidade de escrever. Pontos nos i’s, disso não passam.

Parei na escrita. Mas não interrompi o pensamento.

Lembro e relembro o que me acompanhou até casa, e agora quis escrever; acabaram-se as minas. Fora um aviso. Houve mais que tenha terminado, talvez deva escrever a lápis.

Voltando à paragem do autocarro, posso até fingir sentir o mesmo desequilíbrio de temperatura. Segui por outros caminhos, os que me têm acolhido (ou eu a eles) nestes últimos meses. Já faz parte.

Aí o ambiente era outro, o pensamento fugiu com tudo o resto que me envolve, excepto o coração.

Não entremos em pormenores.

A rotina diária não parou, nem mesmo para me fazer favor, e cada um tomou o seu caminho. Sabe Deus onde andará. Eu, lá apanhei o tanso do autocarro, e sinceramente, nem sequer sei do que se ocupou nessa viagem o pensamento. Até casa foi um custo. Agora que aqui estou, não quero mais pensar no que me levou a escrever.

Vou-me embora…

…desse pensamento.

a Bel escreveu. 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

êxtase (?)


 Hostilidades! Nem valerá a pena perguntar o porquê dessa maldade, desse ódio imenso. Se bem não me queres, é porque não te serei assim tão indiferente. Isso: desafio-TE a tratar-te como aos conhecidos, colocar-te no mesmo patamar que eu, para que te possa confrontar, e mesmo assim rejeitar conhecer-te, porque falta não me fazes. Se assim sou é porque o mereço, ou porque Ele quis que assim fosse, nada que eu tenha pedido. E é por essa mesma razão que assim te constituis, com o veneno da inveja de que te alimentas, que apenas te torna pior e… deixa que te diga, vai acabar por te destruir. Nascemos numa igualdade injustiçada que se contradiz. E não é a magoar outros que conseguimos tornarmo-nos maiores e/ou melhores, muito pelo contrário. Não acredito em extremas capacidades, muito menos em recompensas, é tudo uma questão de sorte, e a vida é CÃO. Não é totalmente verdade o que disse há pouco acerca da vontade do Senhor: não foi ele quem decidiu o meu ser, sou eu que me desenvolvo consoante o que me proporcionam e aquando dos meus limites. E se de certa forma olho e tu não gostas, é porque não consegues olhar igual; e se tudo o que é meu te faz sentir como que de uma provocação se tratasse, pensa bem, porque afinal o incómodo não é da minha parte, É TODO TEU! Quem és? Nem tu sabes. Inadvertências!

a Bel escreveu.