um olhar sobreposto a todos os outros

domingo, 28 de novembro de 2010

prima, deriva de primeiros:

Tal como tu derivas de mim. Não somos espelho nem nos contrariamos. Há um forte equilíbrio. Haverá sempre um pedacinho teu que é grande parte de mim, e vice-versa. E porque há os que há e de certa forma, me importam, e os que os há e nem os vejo, nem quero. É assim mesmo. E porque nem sempre as palavras pintam a imagem que queremos mostrar, muitas vezes achamo-las insuficientes (é o caso). Assim seja, as acções é que determinam. E as tuas para comigo, são notavelmente positivas. Mantém-te! Infernal seria se tivesse que explicar o porquê disto ou aquilo. Não gosto disso, detesto até. Sim, procuro respostas, mas respostas que me valham de algo, que mudem qualquer coisa, por mais banal que seja. Tu, por si só, já és uma resposta a perguntas que eu não me lembro de ter feito. Sou-te grata, fica a saber. E eu só não sinto a tua falta, porque tu estás comigo a tempo inteiro, num lugar que só eu contemplo, mas nem sempre entendo. Lugar esse que me pertence, mas que é ocupado pelos outros. Com todo o meu gosto, como é claro. Abris-te um livro, já bem preenchido, vieste acrescentar-lhe folhas, todas elas ilustradas de cenas inesquecíveis, sem legenda apta a descrevê-las. Tens sido uma escritora de primor, neste meu livro biográfico, coisa que obrigatoriamente (sem me sentir forçada) recordarei nos agradecimentos dessa biografia. Não farei correcções, não acho que seja preciso. Se o tal senhor supremo escreveu direito em linhas tortas, porque haveria eu de não o fazer? E tu? E todos? Façamos então tudo, pois as consequências existem por algum motivo. Só têm é que as aceitar. E tu nunca sintas que erras-te, só não fizeste o que era certo. E então? Lá está, és rainha de ti. És sincera. GENUÍNA! És inigualável, amo-te sem medida Nenas.


a Bel escreveu.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ela

Conhecia-a. Não soube logo de início o seu lindo nome, pois não tive coragem suficiente para lho perguntar. Aparentava pouca idade, ou talvez não, os meus olhos é que tendem sempre a ameninar o que focam com mais agrado.  Já tive o prazer ou incómodo [sei lá, seja o que for] de a ver mais que uma vez, e ser igualmente intensa a sua presença. É lá possível descrevê-la? Não. Só posso adiantar-vos que ela me visita sempre que alguém querido se vai. E em vez de preencher esse vazio, ela dá-lhe ainda mais espaço para ele se propagar até que esse alguém volte, se é que volta mesmo. É egoísta por isso, ela. Não deixa de ser uma ajuda, porque me relembra de não esquecer alguém que se foi. É deveras doentia, e contagia, levando a considerarmo-nos fracos. Os longos até já são os responsáveis por tudo isto. E esses, odeio-os eu! Quanto à ela de que vos falo, o seu nome é saudade. Evito-a, porque às minhas gentes, quero-as aqui, comigo. Portanto, MORRE saudade, tu pesas imenso. 


a Bel escreveu.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Querido 29 de Junho de 2010, a ti te escrevo:


 És diferentemente igual a todos os outros. És uma vida [tua] integrante da minha. Comum à maioria, também te interessa o entretenimento social (hi5), cujo Mundo virtual me permitiu ter conhecimento da tua existência (embora tu já soubesses da minha, segundo dizes).  De idade inferior e altura (pouco -.^) superior à minha; menos de cerca de 5000 gramas a mais que eu; cabelo (contrariamente à tua definição) escuro encaracolado perfeito; olhos castanhos vulgares, que reflectem simplicidade; uso de um português calão extremamente irritante, que tem a sua piada, mas não muita. Entre outros defeitos, o esfumaçar corrompe muitas das tuas admiráveis qualidades, mas enfim. O confiar demasiado em quem não devias é não um defeito, mas feitio, que podes muito bem corrigir. És confiável, ou pelo menos eu confio em ti. És perspicaz (quando e para o que queres) e superficial (a todo o instante). Nem sempre distingues a brincadeira da realidade, devido à tua personalidade espontânea, descontraída, e sobretudo distraída. Um espírito demasiado aventureiro e um gosto musical que eu detesto fazem parte de ti. A grande maioria desconhece a tua faceta sentimentalista, que a mim és incapaz de camuflar. Transportas inconscientemente má energia e um detestável ambiente com esse teu ciúme desnecessário. Repito: d-e-s-n-e-c-e-s-s-á-r-i-o. Pois foi a ti que os meus olhos e tudo o que os acompanha elegeram. Também dispensável é a tua repentina mudança de humor. Enfim ao quadrado. Gosto de ti, ponto final. Meu… a única palavra com que te defino sem quaisquer incertezas. Nem mais!
Descrição de ti seria de facto, muito além disto. Passo a mencionar os toques, o cheiro, o sentir, a grande entrega, o beijo. Sem explicação, pois então, o coração sabe-lo. E é somente a quem compete saber. <3 


a Bel escreveu.

domingo, 21 de novembro de 2010

Olhamos e somos olhados

Parece-me um tema
Um tanto complexo de abordar
Mas se eles existem
Tenho de os conseguir interpretar.
Os olhos têm várias caras
De ternura, de alegria, de atrevimento
São todas essas caras, que transmitem
Todo o sentimento.
Todos os olhares
São importantes à comunicação
Quer para uma longa conversa
Como para um simples aperto de mão.
Um olhar é um toque silencioso
Transmitido pelo pensamento mais profundo
Têm sempre um significado,
Mesmo que dure um só segundo.
Existem olhos azuis, pretos, castanhos
Uns são rasgados, outros de feitios mais estranhos
Todos eles podem ser bonitos, uns mais do que outros
Mas aquele que mais gosto é sem dúvida
 O humilde, aquele que dá mais brilho ao rosto.
Os olhos são de facto
Algo marcante na fisionomia de um ser
Revela não só a sua personalidade
Como também a experiência de vida que tem vindo a ter.
Um olhar é fundamental
À mínima convivência
Pois em todos os relacionamentos
Há sempre uma consequência…
A mensagem que pretendo difundir
Não passa de uma pequena lição:
Um olhar não é tudo,
Mas basta para manter uma forte ligação!

a Bel escreveu.