Tal como tu derivas de mim. Não somos espelho nem nos contrariamos. Há um forte equilíbrio. Haverá sempre um pedacinho teu que é grande parte de mim, e vice-versa. E porque há os que há e de certa forma, me importam, e os que os há e nem os vejo, nem quero. É assim mesmo. E porque nem sempre as palavras pintam a imagem que queremos mostrar, muitas vezes achamo-las insuficientes (é o caso). Assim seja, as acções é que determinam. E as tuas para comigo, são notavelmente positivas. Mantém-te! Infernal seria se tivesse que explicar o porquê disto ou aquilo. Não gosto disso, detesto até. Sim, procuro respostas, mas respostas que me valham de algo, que mudem qualquer coisa, por mais banal que seja. Tu, por si só, já és uma resposta a perguntas que eu não me lembro de ter feito. Sou-te grata, fica a saber. E eu só não sinto a tua falta, porque tu estás comigo a tempo inteiro, num lugar que só eu contemplo, mas nem sempre entendo. Lugar esse que me pertence, mas que é ocupado pelos outros. Com todo o meu gosto, como é claro. Abris-te um livro, já bem preenchido, vieste acrescentar-lhe folhas, todas elas ilustradas de cenas inesquecíveis, sem legenda apta a descrevê-las. Tens sido uma escritora de primor, neste meu livro biográfico, coisa que obrigatoriamente (sem me sentir forçada) recordarei nos agradecimentos dessa biografia. Não farei correcções, não acho que seja preciso. Se o tal senhor supremo escreveu direito em linhas tortas, porque haveria eu de não o fazer? E tu? E todos? Façamos então tudo, pois as consequências existem por algum motivo. Só têm é que as aceitar. E tu nunca sintas que erras-te, só não fizeste o que era certo. E então? Lá está, és rainha de ti. És sincera. GENUÍNA! És inigualável, amo-te sem medida Nenas.
a Bel escreveu.
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