um olhar sobreposto a todos os outros

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ela

Conhecia-a. Não soube logo de início o seu lindo nome, pois não tive coragem suficiente para lho perguntar. Aparentava pouca idade, ou talvez não, os meus olhos é que tendem sempre a ameninar o que focam com mais agrado.  Já tive o prazer ou incómodo [sei lá, seja o que for] de a ver mais que uma vez, e ser igualmente intensa a sua presença. É lá possível descrevê-la? Não. Só posso adiantar-vos que ela me visita sempre que alguém querido se vai. E em vez de preencher esse vazio, ela dá-lhe ainda mais espaço para ele se propagar até que esse alguém volte, se é que volta mesmo. É egoísta por isso, ela. Não deixa de ser uma ajuda, porque me relembra de não esquecer alguém que se foi. É deveras doentia, e contagia, levando a considerarmo-nos fracos. Os longos até já são os responsáveis por tudo isto. E esses, odeio-os eu! Quanto à ela de que vos falo, o seu nome é saudade. Evito-a, porque às minhas gentes, quero-as aqui, comigo. Portanto, MORRE saudade, tu pesas imenso. 


a Bel escreveu.

4 comentários:

  1. ola, sou uma amiga da joana castelos que por acaso ate foi ela que me mostrou o teu blog, e sinceramente... ta tao lindo :O, os meus ao lado dos teus nao valem nada. A proposito da saudade, sei tao bem o que isso e, toda a gente sabe um bocado, certo?(:

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  2. mas esse texto esta tao profundo, que a saudade parece outra coisa, mais ligeira... muito bom (;

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