a vida oferece-nos tudo o que necessitamos, mas somos nós que temos a obrigação de a explorar. cada um tem o dever de ter direitos, e direito de ter deveres; mas... NINGUÉM cumpre nem aproveita. poucos crêem a cem por cento, muitos fingem ter objectivos, nenhuns conseguem o que sempre ambicionaram. seguem cegamente rotinas pelas quais são guiados, outros 'boemizam' a cena, são exageradamente despreocupados das suas competências, apenas existem. o Mundo é isto, para todos! para mim não, não sou todo, sou eu. pertencem-me outras regras, outros indivíduos, a diferença. gosto de jogar, nunca que joguem por mim nem que espreitem o meu jogo. é meu, e faço dele uma batotice, junto aos meus. junto a ti também (principalmente), porque de restos não quero ter notícia.
dás-me sempre o teu máximo, seja um rasgo nos lábios, frescos de bem e vincados de gargalhada, como também me estalas os dedos de irritação e mordisca-se-me a língua de não me ser permitido falar-te em maus modos, por jamais te querer magoar. os teus medos gelam-me o corpo, toda eu perco capacidades (se as tiver) de te dar respostas positivas, não mais consigo apresentar-te soluções, sabendo que as irás colocar de lado, porque não acreditas em ti mesma, escondes as tuas qualidades, deixas que vejam as tuas fraquezas. não podes! a tua vida é uma contestação... não tem respostas para te dar, e falta-te a coragem de te atreveres a ignorar certas questões. e se existe alguém que te possa condenar pelos erros que cometes, esse alguém não somos nós. tens papéis trocados em ti mesma: busca a confiança que depositas-te em excesso (algures) para ti, e solta porquês em tudo o que te pareça bom demais, é melhor para ti, e desperta conforto em mim. liberta-me de preocupações, faz o favor de sorrir e abraça-me quando puderes.
Hás-de um dia recordar que não me foste uma, és A.
a Bel escreveu.